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Reajuste salarial em Campo Grande depende de finanças, diz Prefeita

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Prefeita Adriane Lopes (PP).
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Prefeita ainda afirmou que a negociação avançará de acordo com a capacidade financeira do município

Em um evento na manhã desta terça-feira (1), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), declarou que as negociações sobre o reajuste salarial dos servidores dependerão da situação financeira da prefeitura.

A data-base para essas negociações é maio, o que significa que elas devem se estender ao longo do mês para que o salário de junho já reflita o aumento. No entanto, a um mês do prazo, ainda não há informações concretas sobre o andamento das discussões.

Há cerca de três anos, a questão persiste entre os servidores, com exceção do setor da educação, que obteve um reajuste de 6,27% no piso salarial dos professores em 2 de fevereiro deste ano, embora a lei municipal tenha sido descumprida em relação aos profissionais com carga horária de 20 horas.

No âmbito nacional, o reajuste elevou o salário dos professores da rede pública para R$ 4.867,77, considerando uma jornada de 40 horas semanais.

Vale destacar que os ajustes no piso salarial têm como base o nível médio, o que elevaria o salário dos profissionais da classe mais alta (H) de R$ 6 mil para R$ 6,4 mil para 20 horas, e de pouco mais de R$ 12 mil para R$ 12.806,06 para 40 horas semanais.

Ainda assim, muitos professores da rede pública local possuem graduação superior, o que ajustaria os salários da classe mais baixa dessa referência para:

  • De R$ 6.190,33 para R$ 6.578,46 (20 horas);
  • De R$ 12.380,66 para R$ 13.156,92 (40 horas).
    O descumprimento da lei municipal ocorre porque, em diversas negociações, o Executivo e a Câmara indicaram uma equiparação ao piso nacional para os profissionais de 20 horas.

Em março de 2024, os sindicatos dos servidores municipais reivindicaram até 20% de reajuste. Na época, organizaram um acampamento em frente ao Paço Municipal, cobrando também o pagamento de adicionais de insalubridade e noturno, além do reajuste anual.

Corte de gastos

A Prefeitura de Campo Grande enfrenta uma crise financeira, levando a prefeita a determinar, até o fim de junho, uma redução de pelo menos 25% nos gastos com água, luz, combustíveis, impressões e serviços terceirizados. A medida foi publicada no Diogrande do dia 7.

O decreto prevê punições para secretários ou diretores-presidentes que não cumprirem as metas de corte ou realizarem nomeações indevidas, sob risco de responsabilização administrativa.

A prefeita informou ainda que cerca de R$ 50 milhões em precatórios, que deveriam ter sido pagos em 2024, foram quitados em fevereiro deste ano, evidenciando que a crise financeira do município não é recente.

Nesse contexto de contenção, uma das medidas afetará dezenas de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Desde 2019, muitas operam em horário estendido, das 7h às 19h, com custos cobertos pelo Governo Federal. Agora, elas devem voltar a fechar às 17h, devido à baixa demanda nas duas horas adicionais.