Deputados do Partido Liberal vem pressionando Bolsonaro para impedir a entrada de políticos do PSDB
Um apelo de deputados estaduais e federais do Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode impedir a filiação de membros do PSDB ao partido nas eleições de 2026. O pedido reflete o desejo das lideranças locais de terem maior influência na escolha dos candidatos.
Na semana passada, representantes do PL sul-mato-grossense se encontraram com Bolsonaro e solicitaram participação ativa no processo seletivo de filiados. A inquietação, comum em períodos de definição de candidaturas, aumentou com a possível chegada de Reinaldo Azambuja (PSDB) ao partido, o que gerou resistência interna.
Os parlamentares do PL deixaram claro a Bolsonaro que desejam opinar sobre quem poderá ingressar na legenda. Essa postura deve dificultar os planos de lideranças do PSDB que pretendiam concorrer pelo PL. Um exemplo é o deputado Zé Teixeira (PSDB), que já sinalizou sua saída do atual partido e via o PL como opção, mas agora corre o risco de ser barrado. Segundo fontes, os deputados do PL estimam eleger no máximo quatro cadeiras na Assembleia e temem que a entrada de Zé Teixeira, conhecido por sua alta votação, comprometa a vaga de algum integrante atual.
Na Assembleia Legislativa, o PL conta atualmente com Coronel David, João Henrique Catan e Neno Razuk. Lucas de Lima, que chegou a se filiar ao partido, foi obrigado a deixá-lo após o PDT contestar judicialmente a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que permitiu sua troca de legenda. Ele planeja retornar ao PL caso venha a vencer a disputa nos tribunais.
Para as vagas de deputado federal, o PL busca manter as duas cadeiras ocupadas hoje por Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon. No entanto, há o receio de que Mara Caseiro (PSDB), que almeja uma vaga na Câmara dos Deputados, possa tomar o lugar de um dos atuais representantes, gerando mais tensões internas.
A decisão do PL em Mato Grosso do Sul depende da escolha de Reinaldo Azambuja sobre sua filiação. O ex-governador havia negociado seu ingresso no partido com Bolsonaro em troca de apoio a Beto Pereira (PSDB) na eleição de 2024. Enquanto Azambuja não se define, o PL local mantém sua estratégia em suspenso.