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Vereadores brigam por relatoria e presidência e esquentam CPI antes do início

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Vereadores discutiram na 8ª Sessão Ordinária da Casa de Leis.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte coletivo em Campo Grande nem começou e já provoca bastante discussão entre os vereadores. Apelidada de “CPI proibida”, pela dificuldade de sair do papel, ela parece que emplacará na Câmara, rendendo muita discussão.

Parlamentares iniciaram uma dicussão na sessão ordinária de hoje (18).

A procuradoria deu parecer favorável para os dois requerimentos, dos vereadores Junior Coringa (MDB), que apresentou primeiro, e de Dr. Lívio (União). Os dois querem participar da comissão e desejam os cargos de relator e presidente.

Lívio leva vantagem porque preside a Comissão de Transporte na Câmara e o partido dele, União Brasil, seguindo a regra de proporcionalidade, ficaria com uma das cinco vagas, já que tem a terceira maior bancada, com três vereadores. Coringa pertence ao MDB, com apenas dois vereadores. Pela regra, não teria direito e só conseguirá integrar a CPI por um acordo de lideranças.

O PP, segundo maior bancada, com quatro vereadores, deve indicar o vereador Maicon Nogueira como integrante. Ele já tem os votos de Professor Riverton e Delei Pinheiro, faltando apenas o apoio de Beto Avelar, que é o líder da prefeita. O partido, inclusive, quer brigar pela presidência ou relatoria.

No Partido Liberal, com três vereadores, a escolhida será a vereadora Ana Portela, que avalia concorrer à relatoria. Já o PT ainda não definiu quem representará o partido. PL e PT também teriam direito porque têm três vereadores na Câmara.

O PSDB, que tem a maior bancada, ainda não definiu quem será o integrante. Dos cinco vereadores, apenas Flávio Cabo Almi (PSDB) assinou o primeiro requerimento. O segundo foi assinado por Silvio Pitu, Victor Rocha e Cabo Almi. Há possibilidade de o partido, inclusive, abrir mão da vaga para que a minoria indique um representante.

Parecer

A procuradoria avaliou os dois pedidos, apresentados por Junior Coringa (MDB) e Dr. Lívio (União), e concluiu que vislumbra-se parcial preenchimento dos requisitos impostos, opinando favoravelmente à CPI, mas definiu o que deverá ser apurado:

– Utilização de frota com idade média e máxima dentro do limite contratual e o estado de conservação dos veículos nos últimos cinco anos.

– Equilíbrio financeiro contratual após aplicação dos subsídios públicos concedidos pelo Executivo Municipal de Campo Grande à empresa concessionária.

– Fiscalização feita pela prefeitura, por meio da Agereg e Agetran, no TAG firmado com o Tribunal de Contas.

Sobre o TAG, assinado entre prefeitura e o consórcio, no Tribunal de Contas, o procurador destacou que já são previstas sanções, o que pode tornar o esforço dos vereadores infrutíferos. “O resultado será o mesmo do advento de eventual irregularidade apurada na CPI, redundando, portanto, em esforço infrutífero por parte dos vereadores”, diz parte do texto.

Com a informação o Investiga MS.