Aproximação do petista com o governador tucano Eduardo Riedel, tem se tornado um problema dentro de setores da sigla
O deputado federal Vander Loubet, pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ainda não conseguiu o apoio necessário dos colegas para liderar o partido na eleição interna marcada para julho.
Vander já declarou sua intenção de assumir o comando do PT no estado pela corrente “Resistência Socialista”, mas terá que enfrentar uma disputa no voto. O vice-presidente atual do partido, Humberto Amaducci, afirmou que a corrente “Articulação de Esquerda” não respaldará Vander e lançará um candidato próprio, assim como ocorre no diretório nacional. O nome será revelado em breve.
Já o atual presidente, Wladimir Ferreira, da corrente “Construindo um Novo Brasil”, informou que uma reunião no dia 5 de abril decidirá se o partido apresentará ou não um candidato à presidência da legenda.
Vander Loubet, que almeja uma vaga no Senado, defende o apoio à reeleição de Eduardo Riedel (PSDB). Ele foi uma das figuras-chave na articulação para que o PT integrasse a base do governador na Assembleia Legislativa.
Em uma entrevista recente, Vander afirmou que deseja ser um dos “senadores de Riedel”, mostrando-se indiferente à possibilidade de ser apenas mais um entre quatro ou mais nomes indicados pelo governador.
Parte dos filiados ao PT rejeita esse alinhamento e chega a propor que o partido deixe os cargos no governo. De acordo com Amaducci, a maioria das posições ocupadas pelo PT na administração estadual são indicações de Vander ou do deputado estadual Zeca do PT.
Na semana passada, a imprensa noticiou que o PT negocia a filiação do ex-deputado federal Fábio Trad, que poderia ser candidato ao governo do estado pela legenda. Segundo o deputado estadual Pedro Kemp (PT), se Riedel não apoiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a candidatura de Vander, o partido lançará um nome próprio, com a possibilidade de Fábio Trad ser o escolhido.