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Federação entre PP e União Brasil pode nascer dividida em Mato Grosso do Sul

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Prefeita Adriane Lopes e Rose Modesto.
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Ex-deputada federal Rose Modesto promete continuar cobrando as promessas feitas em campanha pela prefeita Adriane Lopes

Com um desfecho esperado para a próxima semana, a possível federação entre dois dos maiores partidos do Brasil – PP e União Brasil – corre o risco de iniciar já dividida em Mato Grosso do Sul. O motivo é a rivalidade pelo comando da prefeitura de Campo Grande nas eleições do ano passado, protagonizada pela atual prefeita Adriane Lopes (PP), que se reelegeu, e pela ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil).

Se confirmada, a federação uniria os dois partidos em um único bloco por pelo menos quatro anos, colocando as duas adversárias no mesmo grupo. A disputa entre elas foi intensa, especialmente no segundo turno das eleições municipais, quando as tensões escalaram, culminando em um debate televisivo acalorado.

Ao ser questionada pelo Correio do Estado sobre a reunião marcada para terça-feira, em Brasília, convocada pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (Piauí), para discutir a federação com o União Brasil, Rose Modesto fez questão de se posicionar. “Não tenho problema com o PP, até porque o partido é grande e diverso. Se a federação se concretizar, mantenho uma boa relação com todos os partidos envolvidos, mas preservarei minha independência para continuar cobrando as melhorias e promessas feitas na campanha do ano passado”, afirmou a presidente estadual do União Brasil, em referência à gestão de Adriane Lopes.

A ex-deputada deixou claro que a possível aliança de quatro anos entre os partidos não apagará o que ocorreu nas eleições de Campo Grande. “Meu maior compromisso é com meus eleitores”, reforçou.

Já no cenário nacional, Ciro Nogueira e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, já chegaram a um acordo sobre a união das siglas. O plano é dividir os comandos estaduais da federação conforme o tamanho das bancadas legislativas de cada partido. A presidência nacional seria exercida em sistema de rodízio, começando pelo PP, possivelmente com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), conforme desejo de Nogueira. “Se a federação sair, a presidência será alternada”, declarou o senador.

No entanto, há resistências internas. Parte do União Brasil reclama que Rueda não consultou amplamente a bancada. Na última reunião do partido na Câmara, o líder Pedro Lucas Fernandes (Maranhão) foi cobrado a levar o presidente da sigla ao próximo encontro.

Além de PP e União Brasil, o Republicanos pode integrar o bloco. Ciro Nogueira e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, reuniram-se nesta semana em Brasília para discutir a participação da sigla, liderada por Hugo Motta (Paraíba), presidente da Câmara. Ficou acertado que os partidos devem se alinhar para as eleições de 2026, mas, por ora, as negociações sobre federação se limitam a PP e União Brasil.