Search
Picture of Informativo

Informativo

Deputados pedem afastamento de delegada após 2ª falha no atendimento com jornalistas

Picture of Informativo

Informativo

Casa da Mulher Brasileira (Helder Carvalho, Jornal Midiamax)
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nesta quinta-feira (13), o atendimento da Casa da Mulher Brasileira foi novamente debatido. Os parlamentares discutiram a “falha” da delegada que atendeu a jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio, e, mais recentemente, outro caso de agressão envolvendo a sobrinha do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), que também é jornalista. O agressor, apesar de denunciado, continua em liberdade.

O deputado Paulo Corrêa relatou que, em vez de indiciar o agressor, a delegada indiciou o irmão da vítima como responsável pela agressão. Ele questionou: “Será que é desatenção? Não gosta de fazer o serviço?”, e afirmou que o mesmo erro foi cometido pela mesma delegada que atendeu o caso de Vanessa Ricarte. “Quando você é indiciado, seu nome vai para o Sistema de Gerenciamento Operacional da Polícia. Mas não é só isso. Saiu uma ordem de prisão mandando prender o meu sobrinho, e não o cara que bateu na minha sobrinha.”

A situação gerou indignação entre os deputados, que cogitaram o pedido de afastamento da delegada. “Eu pergunto: o que nós estamos esperando para pedir o afastamento imediato dessa delegada, que falhou de maneira tão clara no atendimento da Vanessa Ricarte e, agora, tão pouco tempo depois, em um caso flagrante?”, disse o deputado Pedro Pedrossian (PSD). A discussão também abordou o caso do músico agressor, que recebeu uma autorização para visitar a filha, mesmo estando proibido de se aproximar da vítima.

O deputado Paulo Corrêa expressou seu temor de que a decisão do desembargador, que concedeu habeas corpus ao agressor, possa resultar em um desastre. “O cara, por nada, quebrou o nariz da minha sobrinha. O próximo passo, se ele for visitá-la, com certeza será matá-la”, alertou o deputado. Ele também pediu uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça para discutir a suspensão das visitas.

Enquanto alguns deputados pediram o afastamento imediato da delegada, outros destacaram a importância da Casa da Mulher Brasileira, apesar das falhas no atendimento. O deputado João Henrique Catan (PL) chamou a conduta do agressor de “nojenta”, afirmando que “o que ele fez é indefensável e motivo suficiente para estar em cárcere”. A situação gerou uma forte reflexão sobre a eficácia do atendimento às mulheres em situação de violência.