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Com preços altos, campo-grandenses trocam marcas e até cortam carne no mercado

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(Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)
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Nas ruas, consumidores são unânimes em dizer que estão substituindo os produtos mais caros

Substitui aqui, troca ali, procura uma promoção, deixa de comprar. Esse é o jeitinho do campo-grandense para não estourar o orçamento no supermercado, mesmo assim, famílias afirmam que não conseguem gastar menos de R$ 1 mil com as compras do mês.

Dados do Dieese, mostram que em 2024 a cesta básica de Campo Grande ficou R$ 33,5 mais cara, mas de janeiro de 2020 a janeiro de 2025 o aumento chega a R$ 306 pelos mesmos produtos. Na quinta-feira (6), o Governo Federal anunciou medidas para conter a alta dos alimentos.

Nas ruas, consumidores são unânimes em dizer que estão substituindo os produtos mais caros, mas está difícil fechar as contas. O pintor Everaldo Araujo, 49, disse que procura promoções e por ser autônomo faz compras toda semana, mas mesmo economizando gasta em torno de R$ 1,2 mil por mês no supermercado.

Café e carne são os que mais pesam no orçamento

A empresária Giovana Aparecida Ribeiro, 61 anos, conta que mora com outras sete pessoas, entre elas idosos e atualmente gasta em torno de R$ 3 mil no supermercado por mês. Ela conta que substituiu itens e busca promoções para economizar.

Encher o carrinho está difícil (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

“A carne vermelha tivemos que substituir por peixe, por frango, carne de porco, porque o preço da carne vermelha subiu muito”, conta ela, que continua comprando por ser um item essencial na alimentação dos idosos.

O motorista de aplicativo Jonas Batista de Oliveira, 45, disse que tenta comprar em fardos para economizar, mas reclama do preço do café. “Por enquanto, a gente não substituiu nada ainda, não foi necessário por hora, mas o que tá caro mesmo é o café, né? O café… Tá um absurdo, hein?”

Medidas da União

Como alternativa para segurar a inflação dos alimentos, o governo decidiu zerar o Imposto de Importação de nove tipos de comida. “O governo está abrindo mão de imposto em favor da redução de preço”, declarou o vice-presidente Geraldo Alckimin.

Os alimentos que terão os tributos zerados são:

  • Azeite: (hoje 9%)
  • Milho: (hoje 7,2%)
  • Óleo de girassol: (hoje até 9%)
  • Sardinha: (hoje 32%)
  • Biscoitos: (hoje 16,2%)
  • Massas alimentícias (macarrão): (hoje 14,4%)
  • Café: (hoje 9%)
  • Carnes: (hoje até 10,8%)
  • Açúcar: (hoje até 14%)

Conteúdo retirado do Midia Max.