Com 210 assinaturas individuais colhidas, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número oito deste ano, de autoria da parlamentar Erika Hilton (Psol-SP), foi protocolada na Câmara Federal dos Deputados com quatro sul-mato-grossenses a favor.
Detalhado na conferência de assinaturas, apresentada na tarde de ontem (25) na Casa, a proposta que dispõe sobre sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil uniu petistas e tucanos de Mato Grosso do Sul.
Dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Social Democracia Brasileira (PSDB), favoráveis ao fim da escala 6×1, apareceram:
- Camila Jara PT
- Dagoberto Nogueira PSDB
- Geraldo Resende PSDB e
- Vander Loubet PT
Ou seja, essa proposta em busca do fim da escala 6×1 dividiu a atual bancada sul-mato-grossense na Câmara dos Deputados, já que os seguintes políticos que também carregam a bandeira de Mato Grosso do Sul na Casa deixaram de apoiar a proposta nesta oportunidade:
- Beto Pereira PSDB
- Dr. Luiz Ovando PP
- Marcos Pollon PL e
- Rodolfo Nogueira PL
Fim da escala 6×1
Erika Hilton, primeira deputada federal negra e trans eleita na história do País, é autora do projeto que busca dar três dias de descanso semanal ao trabalhador brasileiro, com o fim da chamada escala 6×1.
Com a proposta, a duração normal da jornada fica limitada a 36 horas por semana, indo na contramão da atual Constituição que estabelece carga horária de trabalho de até oito diárias e 44 semanais.
Em entrevista à Agência Câmara de Notícias, a deputada esclarece que a alteração reflete um movimento global, que busca modelos de trabalho que reconheçam a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado e demandas por uma qualidade de vida melhor.
“A situação atual explicita que é o momento de mais uma mudança na legislação, mas agora em favor dos trabalhadores, empregados e desempregados, que é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário”, diz Erika.
Protocolada na Casa, a PEC conseguiu cumprir o mínimo de 171 assinaturas e passa, agora, por análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Num segundo momento, a proposta passa por votação em comissão especial e no Plenário da Câmara, sendo encaminhada posteriormente ao Senado Federal se conseguir aprovação dos deputados.
Conteúdo retirado do Correio do Estado.