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Allyson Leguizamon

Bolsonaro decide, Pollon obedece!

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Parlamentar se rendeu aos gostos do ex-presidente e foi expulso da liderança da sigla em Mato Grosso do Sul.
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Deputado Federal disse que não participa de decisões do partido desde que foi expulso

O deputado federal Marcos Pollon (PL) revela que não tem participado das decisões do partido desde que foi destituído da presidência, após Jair Bolsonaro e Waldemar da Costa Neto decidirem apoiar Beto Pereira (PSDB) em Campo Grande.

Eleito com mais votos no Estado, totalizando 103.111 votos na última eleição, Pollon era um dos potenciais candidatos do PL para o Senado. No entanto, Bolsonaro anunciou esta semana que o partido escolherá uma mulher para a disputa.

PASSIVIDADE Deputado federal acumulou diversos episodios de submissão. Dentre elas o mesmo ameaçou “arrancar as bolas” se Bolsonaro apoiasse o candidato do PSDB, o que veio a ocorrer.

O ex-presidente não revelou nomes, mas Gianni Nogueira, esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), com 41.773 votos, é a favorita.

Pollon substituiu Rodolfo na presidência do PL e organizou 40 candidaturas a prefeito contra o PSDB, partido que ele considerava de esquerda. Ficou surpreso com a decisão de Bolsonaro de apoiar Reinaldo Azambuja (PSDB), com promessas de que o ex-governador assumiria o PL no Estado.

Pollon, que havia prometido que o PL não se alinharia com o PSDB, lançou sua candidatura a prefeito como forma de protesto contra a decisão.

“Depois daquilo, fui expulso do diretório, justo, pois não sou dono do partido… Após ser defenestrado, não posso dizer qual será o futuro do PL em Mato Grosso do Sul, pois não participo de nenhuma decisão desde que fui removido da presidência”, afirmou.

Após a saída de Pollon, o PL desistiu de candidaturas em vários municípios, conseguindo eleger apenas cinco prefeitos. Agora, o partido é dirigido por Tenente Portela, amigo pessoal de Bolsonaro, que, juntamente com o PSDB, decide as candidaturas conjuntas no Estado.

Medo e passividade

A submissão de Marcos Pollon a Jair Bolsonaro é clara e preocupante. Pollon, ao ser expulso da presidência do PL, não demonstrou nenhuma resistência significativa ou tentativa de influenciar a direção do partido, aceitando passivamente sua destituição. Isso revela uma falta de autonomia e uma dependência excessiva da aprovação de Bolsonaro para suas decisões políticas.

A decisão de lançar sua candidatura a prefeito como forma de protesto, embora demonstrando alguma forma de resistência, foi mais uma reação emocional do que uma estratégia política bem pensada, refletindo a fragilidade de sua posição dentro do partido. Sua afirmação de não saber o futuro do PL em Mato Grosso do Sul após sua saída ressalta sua perda de influência e o controle centralizado que Bolsonaro e seus aliados exercem sobre a legenda.

Além disso, a rapidez com que o PL mudou de direção após a intervenção de Bolsonaro mostra uma falta de consistência ideológica e uma tendência a seguir interesses pessoais ou alianças políticas convenientes, em vez de um programa partidário bem definido. A submissão de Pollon não só enfraquece sua posição como líder, mas também questiona a integridade e a independência política de quem deveria representar os interesses dos eleitores de Mato Grosso do Sul.