Secretária de Saúde aponta falhas de fornecedores e mães atípicas reclamam da escassez de fraldas, dietas e remédios essenciais
Na manhã desta sexta-feira (10), um movimento liderado por mães atipicas se reuniram em protesto em frente a Prefeitura Municipal de Campo Grande. Após receberem a informação que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou a escasses de insumos, o ato foi organizado.
O evento contou com a presença da Deputada Federal Camila Jara (PT) e também da vereadora Luiza Ribeiro (PT). O protesto cobra para uma maior eficiência na busca por insumos para que contemplem as mães atipicas e seus filhos.
Entenda o Caso
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou a escassez de medicamentos, fraldas e dietas especiais no Centro Especializado Municipal (CEM) de Campo Grande. O problema foi atribuído a falhas logísticas de fornecedores, afetando a entrega regular de insumos essenciais.
O abastecimento de dietas especiais foi comprometido devido ao não cumprimento de contratos por parte de oito das 13 empresas responsáveis pelo fornecimento. As empresas já foram notificadas, e a previsão para normalização do serviço é de até 30 dias. Embora a demanda por fraldas infantis tenha sido parcialmente atendida, persiste a falta de fraldas adultas.
Para reduzir os impactos, a Sesau tem utilizado alternativas disponíveis em estoque e adaptado dietas conforme avaliação nutricional. Atualmente, o município oferece 42 tipos distintos de dietas.
Em 2024, foram investidos R$ 7,7 milhões em insumos nutricionais e fraldas descartáveis, sendo R$ 5,86 milhões destinados a fórmulas nutricionais e R$ 1,27 milhão à compra de fraldas. Entre setembro e dezembro, 26.986 unidades de dietas enterais foram distribuídas para 693 pacientes, enquanto 263.938 unidades de fraldas atenderam 1.556 pessoas.
Mesmo com as medidas adotadas, novos protestos ocorreram devido à demora na regularização do fornecimento. A Sesau segue monitorando a situação e tomando providências junto aos fornecedores para solucionar o problema.